Ciência para todos
Grupo interdisciplinar de debates científicos, técnicos e filosóficos sobre as possibilidades, potencialidades e implicações da construção de sistemas inteligentes artificiais.
Discussões sobre IA no Brasil são bem vindas.
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Iniciado por Marcelo Pita. Última resposta de DANDOLO BAGETTI 21 Abr, 2012. 10 Respostas 2 Curtiram isto
Caros,De uns tempos pra cá convencionou-se chamar de "Inteligência Artificial" a pesquisa que gira em torno de técnicas e algoritmos que trabalham no nível simbólico (normalmente modelagem baseada em…Continuar
Tags: sbia, cbic, inteligência, ic, inteligência computacional
Iniciado por Marcelo Pita. Última resposta de Cristina Duarte Murta 13 Out, 2011. 21 Respostas 1 Curtiu isto
Fala sério. No começo do mês passado foi veiculado no Jornal da Ciência da SBPC um…Continuar
Tags: inteligência computacional, inteligência artificial, sistema inteligente
Iniciado por Heleno de Paiva Oliveira. Última resposta de Marcelo Pita 21 Set, 2011. 3 Respostas 0 Curtiram isto
Cade o HAL 9000?eu acho que era bem mais representativa do que a do cérebro com engrenagens.e artigos? queria saber o que há de artigos científicos no CAPES sobre automação e inteligência artificial,…Continuar
Tags: HAL9000
Iniciado por Marcelo Pita. Última resposta de Marcelo Pita 28 Ago, 2011. 2 Respostas 0 Curtiram isto
Nicolelis, essa notícia é pra você. :-)A IBM está liderando um projeto, em parceria com o departamento de defesa e diversas universidades americanas, cujo objetivo é construir um protótipo de chip…Continuar
Tags: cérebro, computação neural, IBM, Darpa, cognitive computing
Comentário de Marcelo Pita em 19 agosto 2011 às 22:46 Caros amigos,
Antes de tudo, gostaria de dizer que me sinto privilegiado em poder compartilhar opiniões em um ambiente que tem tudo pra criar uma cultura científica positiva no Brasil. Acho que todos se sentem assim. Ferramentas como esta, claro, não resolvem todos os nossos problemas, mas estou certo de que ajudam a diminuir a assimetria de poder de decisão, pelo menos a assimetria do poder de opinião.
Criei este grupo para todos aqueles que contribuem, pesquisam, simpatizam e estão dispostos a discutir assuntos relacionados às possibilidades da inteligência artificial (possibilidades técnicas, tecnológicas, científicas, filosóficas, etc). Esta é uma área multidisciplinar, mas com um forte viés de Computação, o que nos remete a temas como computabilidade de sistemas inteligentes, algoritmos e estruturas de dados. Sobretudo, IA toca em pontos filosóficos sensíveis que podemos explorar.
Para "aquecer os motores" de discussões, gostaria de compartilhar com vocês um texto que publiquei um meu blog sobre human-competitive intelligence (inteligência competitiva de nível humano), que aborda basicamente a busca por uma TGIA (Teoria Geral da Inteligência Artificial) e critica modelos inteligentes centrados no humano. Eis o link para o texto:
http://marcelopita.wordpress.com/2010/12/28/human-competitive-intel...
Aguardo comentários aqui!
PS: Nicolelis, essa é a oportunidade de continuarmos aquela discussão! ;-)
Comentário de Marcelo Pita em 19 agosto 2011 às 23:23 Caros amigos,
Desde o princípio as pesquisas em Inteligência Artificial têm sido fortemente influenciadas e inspiradas por sistemas inteligentes biológicos, sobretudo pela inteligência humana.
Como já mencionei no texto anterior, não sou um entusiasta em perseguir uma human-like intelligence, mas não posso ignorar o fato de que a inteligência humana é inspiradora e, de certa forma, o cérebro humano representa o estado-da-arte, a referência, em termos de estrutura natural adaptativa.
O nosso cérebro não apenas possui um modelo de aprendizado próprio, mas é capaz de incorporar outros modelos de aprendizado. Foi pensando nesta característica que há uns meses atrás escrevi em meu blog um texto sobre isso:
http://marcelopita.wordpress.com/2011/01/11/uma-breve-racionalizaca...
Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o assunto. Ficaria muito feliz se profissionais das ciências da saúde, biológicas e humanas também opinassem, considerando seus pontos de vista particulares; enriqueceria sobremaneira essa discussão, que é multidisciplinar por natureza.
Comentário de Pedro Henrique de Faria Sampaio em 24 agosto 2011 às 19:41 Olá Marcelo!
Sou psicólogo e tenho muito interesse nos estudos sobre AI.
Sobre a questão que colocou, concordo com você que tomar o ser humano como referencial nem sempre é interessante. Oras, de fato o ser humano é a referência que temos em termos de inteligência e inevitavelmente todo modelo de inteligência que desenvolvermos será fruto de nossa própria inteligência (o que não quer dizer que não possa até ser "superior" - relativismos à parte - à nossa).
Mas o que chamamos de "inteligência humana" é fruto de três coisas: a evolução da espécie por seleção natural (seleção a nível filogenético); a história de vida dos organismos humanos individuais, modificados pelas suas experiências/aprendizagens (seleção a nível ontogenético); e fruto também de sua cultura, ou seja, aprende coisas que não necessariamente ele precisou ter contato direto, ser modelado por aqueles eventos, mas veio com um bagagem cultural (seleção a nível de culturas).
A questão é que a seleção é NATURAL e, por mais que alguns pseudo-cientistas insistam, não há evidências de que foi um Design Inteligente. Não foi planejado. Houve um acúmulo cego de características que de alguma forma favoreciam a sobrevivência daquele organismo e estas foram sendo selecionadas. Não necessariamente o caminho da seleção natural é o melhor caminho.
O mesmo ocorre com outras características e um exemplo muito utilizado é o da girafa, cujo sistema respiratório (se não me engano) faz um longuíssimo e improdutivo desvio por todo seu corpo. Se fosse um engenheiro quem tivesse planejado, certamente não aprovaria esse desperdício de material e simplesmente tomaria um caminho direto e igualmente (ou mais) efetivo.
(caso tenham dúvidas sobre isso posso pesquisar melhor e trazer as fontes. Mas outros exemplos abundam também)
O mesmo se aplica a inteligência humana, que é uma inteligência funcional, ou seja, selecionada para funcionar no determinado ambiente que a selecionou. Pode apresentar vários problemas em contextos diferentes daquele que a selecionou (e apresenta) e igualmente ter feito um percurso desnecessário.
Se na AI somos, em termos, "engenheiros de inteligência", assim como no caso da girafa, poderíamos sim pensar em maneiras melhores e mais efetivas de conseguirmos o que queremos sem ter como modelo o organismo vivo, fruto da seleção natural. Porque, ao contrário da seleção natural, que é "cega", nós sim temos condições de fazer um "design inteligente" de inteligências.
Comentário de Marcelo Pita em 24 agosto 2011 às 20:28 Pedro, ótimos comentários.
Tenho trabalhado em modelos de simulação social baseado em agentes, onde cada agente representa um ser humano. Neste caso, aproximar para o modelo humano é essencial. Noutros casos, para fins de engenharia, em problemas de otimização, classificação, agrupamentos, etc, usamos modelos nem sempre inspirados na natureza. É claro que a natureza "trabalhou" em cima de modelos via seleção natural por milhões de anos, então encontramos muita inspiração nela, mas nem sempre.
Voltando para o ponto das simulações sociais, em que os modelos de fato pretendem se aproximar a inteligências sociais humanas, tenho certeza de que modelos mais plausíveis psicologicamente (e sociologicamente) poderiam ser desenvolvidos. Você conhece modelos de decisão, não necessariamente computacionais, plausíveis psicologicamente, usado em psicologia não-clínica?
Saliento o "psicologicamente", porque nem sempre um modelo neurologicamente plausível é psicologicamente plausível, e vice-versa.
Comentário de Marcelo Pita em 26 agosto 2011 às 12:23 Cursos de Artificial Intelligence e Machine Learning online da Stanford University:
O curso de IA será ministrado por dois grandes nomes na área, a saber, Peter Norvig - cientista chefe da Google Research e autor do livro mais famoso sobre IA do mundo, Artificial Intelligence: A Modern Approach - e Sebastian Thrun - o cara do veículo autônomo da Google.
Os dois cursos valem a pena!
Comentário de Marcelo Pita em 30 agosto 2011 às 12:56 Para quem inscreveu seu e-mail no curso acima de IA, as inscrições oficiais já estão abertas, no mesmo site: http://www.ai-class.com/
O curso de machine learning ainda não abriu inscrições.
Comentário de Marcelo Pita em 3 setembro 2011 às 19:56 Fala sério. No começo do mês passado foi veiculado no Jornal da Ciência da SBPC um artigo intitulado “Não existe sistema inteligente”, publicado originalmente no Jornal Estado de Minas no final de Julho. Trata-se de uma crítica à Inteligência Artificial.
Sinceramente, não compreendi por que um jornal tão lido por cientistas e profissionais das mais diversas áreas veiculou um artigo com tão poucos argumentos válidos, direcionados inocentemente contra um campo de pesquisa. Digo “inocentemente”, porque tenho certeza de que se o propósito era simplesmente mostrar argumentos contrários à Inteligência Artificial, não seria difícil encontrar artigos mais coerentes e com discursos mais profundos do que aqueles de céticos que tem um primeiro contato com a área. Há fortes argumentos contrários à IA, mas estes apresentados pela autora via JC e-mail estou certo de causaram vergonha alheia na maioria dos pesquisadores da comunidade brasileira de inteligência artificial.
Como ninguém fez isso até o momento, cá vou eu comentar partes do artigo. Não porque eu sou bom o suficiente para contra-argumentar, mas porque realmente ninguém o fez, e consequentemente não deixar a sensação no neófito de que os argumentos são bons.
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Leiam a postagem completa em meu blog: http://marcelopita.wordpress.com/2011/09/03/nao-existe-sistema-inte...
Comentem!
Comentário de Cristina Duarte Murta em 21 setembro 2011 às 12:20
Comentário de Douglas Benndorf Rodrigues em 21 setembro 2011 às 15:09 Cristina,
lembre-se que a alquimia ajudou a dar origem à química moderna. Da mesma forma, pode ser que os estudos em IA nos dê muitos bons resultados, mesmo que não nos dê uma máquina artificial inteligente (pois máquinas naturais inteligentes já existem). Um exemplo de bons frutos são as redes neurais que tem já tem várias aplicações, embora não gerem consciência (suponho que seja a isso que se refere quando fala em inteligência).
Até.
Douglas.
Comentário de Marcelo Pita em 21 setembro 2011 às 21:53 Douglas, Daniel Dennett costuma dizer que é muito difícil falar de consciência, simplesmente porque todo mundo é especialista em consciência. Quer dizer, todo muito tem uma experiência subjetiva muito íntima de percepção da própria identidade, e ninguém está disposto a se desfazer dessa visão/sensação em função de uma racionalização.
A inteligência, enquanto mecanismo adaptativo de qualquer sistema, não pressupõe consciência. Em sistemas vivos tudo isso fica obviamente misturado e representado na mesma infra neuronal. Mas entendamos: não é porque o sorvete com calda produz um sabor especialmente diferente que eles são inseparáveis. Inteligência pode existir sem consciência e sem vida.
No fórum eu repliquei a resposta que postei no blog. Vamos continuar a discussão lá... Abraços!
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